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10 outubro, 2009

Dona dor e os dois amores

A semelhança é perceptível, amor. Falo isso
pensando num sorriso largo, de orelha a orelha,
acompanhado de um som agudo saído da boca
e olhos contentes, quase fechados.
Eu, sem acaso, imagino os detalhes mais simples
de um tempo futuro. Dona dor de flor.
Cada um com dois amores.

05 outubro, 2009

Cinza primavera

A neve dos meus dias... é azul.
Há uma perceptível diferença entre as nuvens primavera
( a meu ver cinzas ) e o infinito resto.
Contudo, não costumo olhar pra cima.


03 outubro, 2009

Três pratos


Quais certezas você vai me dar se eu ficar? (Tempo)
Não, não precisa responder,
eu sei que elas não durarão muito, e você sabe...
Não sabe? Sabe. O aqui é o agora,
tanto podemos nos curvar ou nos manter
eretos olhando os olhos do mundo, com os nossos fechados.
Falo com clareza do amanhã, e ele é incerto,
mesmo com os planos e curvas ligando os acertos e declínios,
e é assim, vivemos no hoje planejando o amanhã
que pode ser completamente diferente,
e se não for ao menos vai haver atraso
nos segundos que a gente marcou.
Claro que não penso que amanhã deixarei de amar,
até porquê demorei tanto pra me firmar no
sentimento que não me vejo o deixando de uma hora pra outra,
então, trago comigo as duas certezas lógicas
que antes se resumiam em apenas uma.
Como numa apresentação de elenco admirem:
A morte e o Amor (à primavera). São minhas duas certezas,
por toda a vida, e pode ser um juramento, uma prova,
uma promessa (igual).
É real, mágico e descrente de semelhança,
infinitamente desgastante a partida num desencontro
casual de meras expectativas frustradas e noites de nuvens claras,
conversas e conversas aleatórias e findas no chão,
misturadas a areia e sem verdade (entendo).
Pudeste ver o brilho nos meus olhos?
Eles podiam saltar do meu rosto e cantar alegremente ao lado
do lixo junto ao gato de rua procurando comida (Ai, que fome!).

A explicação de tudo isso... Bem, não há.
E com todas as diferenças (iguais)
eu estou ereta diante das certezas,
falando com os olhos e sentindo o vento que passa por tudo
e para em mim.
Estou certa, nas idas e vindas,
um amor de três flores brotará aqui dentro
todos os dias, de chuva ou sol,
mesmo cobertos de neve as lembranças são mais quentes.
Mesmo eu (gato de rua) posso sentir o gosto doce daqui,
o gosto de amor recém preparado,
aquele que deixa a marca no prato depois de saboreado.

É que...
Não, depois eu...
Sim, eu quero ficar e...
Não, mas eu vou e...
É, eu vou deixar e...
Amar.

01 outubro, 2009

Longa primavera



Precisamos de intervalos,
curtos intervalos de dias ou semanas...horas.
Ouvimos os silêncios de nossas relações, sentindo
falta e sem fazer força pra lembrar,
muito menos para querer apagar.
Precisamos de tempo, eu entendo, tarde mas entendo.
E sei (agora) que a neve se forma nesses pequenos intervalos,
uma pequena camada que reveste os ângulos mas que derrete
quando os sorrisos se encontram no raiar do sol, à espera.
Haverão os desencontros,
as conversas fiadas de meio dia à meia noite,
meia lua e três corpos.
Melodias virão, espera e ama, espera, ama.
Vivemos por enquanto por nós mesmos, nos dias nossos e só
nossos (por enquanto) precisando respirar nossas confissões e estimular as saudades,
quantas... Pois é, de se entregar, amar de amor, na primavera mais longa. Eu amo!

26 setembro, 2009

Triamo

E foi, é, será. Dos sorrisos aos tapas,
mãos dadas e corpos saltitantes, palpitam faíscas
de felicidade em cada piscar, os dentes parecem se encontrar
com as orelhas unindo-se numa coisa só.
Se sabemos amar isso sim é amor, juntando
três para formar um, um em um que formam mil.
Abraços longos, curtos, suados, nossos. E o que
acontecera, sempre formará, apontará e voltará
a essa junção de pontas perfeitas que formam
a primavera inacabável, tanto a juventude
quanto as lembranças, eternas. Cada passo,
melodia, lombra, chão, piada, nave... Cada dia.
Cada instante juntos com o tempo passando sem nossa
espera. Não estou lombrada todas as noites,
mas todas elas com os dois são foda!

19 setembro, 2009

Simbologia


Denomidada a forma geométrica mais firme que existe.

17 setembro, 2009

Hoje

Conseguem ver um traço se formando acima das núvens?
Certa estou, e não foi acaso. Sorrisos no rosto
e as palavras que saíam apertadas, fazendo planos
por elas mesmas. Os próximos três dias vão
ser feitos de saudade.